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Amigdalectomia

Amigdalectomia | Dra. Mariane YuiAs amígdalas são estruturas localizadas nas paredes laterais das gargantas e tem como função principal, o reconhecimento de vírus e de bactérias e a produção de anticorpos.

A cirurgia de retirada das amígdalas (amigdalectomia) tem indicações bastante precisas e não deve ser realizada em todo paciente.

As principais indicações da amigdalectomia são:

  • ronco
  • respiração oral
  • sono agitado
  • apneia obstrutiva do sono
  • amigdalite bacteriana de repetição
  • amigdalite crônica caseosa
  • hipertrofia das amígdalas (gerando obstrução da garganta, alteração da deglutição, alteração da voz, dificuldade respiratória)

Neste artigo, você vai encontrar os seguintes tópicos:

  1. Sintomas da hipertrofia de amígdalas
  2. O que é amigdalite de repetição
  3. Tirar as amígdalas faz mal?
  4. Amigdalectomia em criançasAmigdalectomia em adultos
  5. Como é a cirurgia de retirada das amígdalas?
  6. Cuidados pós-operatórios da amigdalectomia

Sintomas da hipertrofia de amígdalas

A hipertrofia das amígdalas é o nome dado para o aumento do tamanho das amígdalas.

O sintoma mais comum da hipertrofia das amígdalas é o ronco e a dificuldade para respirar com a boca fechada. Algumas pessoas podem apresentar alteração de fala, sono agitado e apneia obstrutiva do sono.

O que é amigdalite de repetição

A infecção das amígdalas pode ser provocada por vírus e por bactérias. A amigdalite viral não requer o uso de antibióticos e o seu tratamento consiste no alívio da dor. Já a amigdalite bacteriana sempre deve ser tratada com antibiótico, para o controle da infecção, prevenção de complicações (como o abscesso periamigdaliano, por exemplo) e a prevenção da febre reumática.

Existem critérios para diagnosticar a amigdalite de repetição. O paciente precisa ter apresentado 7 episódios de amigdalite bacteriana em um ano; ou 5 episódios em 2 anos ou 3 episódios por ano, durante 3 anos consecutivos.

Tirar as amígdalas faz mal?

Apesar das amígdalas terem um papel importante para a defesa do corpo, a cirurgia para remoção das amígdalas não diminui a imunidade. As amígdalas são apenas uma das estruturas responsáveis pelo reconhecimento de vírus, de bactérias e pela produção de anticorpos. Existem muitos outros órgãos espalhados pelo corpo, com essa mesma função.

Quando as amígdalas são muito grandes, a voz pode ficar um pouco anasalada durante os primeiros dias após a cirurgia. Essa alteração é transitória e na maior parte das vezes, não requer nenhuma medida adicional.

A cirurgia para retirada das amígdalas, quando bem indicada, traz muitos benefícios para o paciente e melhora a sua qualidade de vida.

Amigdalectomia em crianças

A principal indicação de amigdalectomia em crianças é a hipertrofia das amígdalas, levando a dificuldade respiratória, ronco, sono agitado e respiração oral. Crianças com alterações do sono podem apresentar agitação, dificuldade de aprendizagem e de concentração, quadro muitas vezes confundido com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Por isso, se você suspeita que o seu filho possa ter TDAH, pergunte ao seu médico se isso pode ter relação com algum sono distúrbio do sono.

Crianças também podem apresentar amigdalite de repetição. Nesses casos, a amigdalectomia pode ser considerada como uma opção de tratamento.

É bastante comum realizar a amigdalectomia em conjunto com a cirurgia de remoção da adenoide (adenoidectomia). A adenoide é uma estrutura linfóide que se localiza na região posterior do nariz e que quando está aumentada, pode provocar nariz entupido, ronco, respiração oral e alterações do sono.

Crianças com dificuldade para respirar pelo nariz e que respiram predominantemente pela boca podem apresentar alterações no desenvolvimento da face, palato duro (céu da boca) estreito e fundo, fraqueza nos músculos da face, alterações no desenvolvimento dos dentes, alterações posturais e problemas de comportamento e de aprendizagem.

Amigdalectomia em adultos

Adultos e adolescentes também podem precisar da cirurgia para retirada das amígdalas. Isso acontece com frequência quando apresentam quadros de amigdalite bacteriana de repetição ou complicações da infecção, como a formação abscesso periamigdaliano. O abscesso periamigdaliano acontece durante o curso de uma amigdalite bacteriana, com a formação de uma coleção de pús ao lado da amígdala afetada. Na maior parte dos casos, o uso de antibióticos na veia é o suficiente para resolver o abscesso. Porém, a remoção das amígdalas pode ser considerada posteriormente, como forma de prevenção de novas amigdalites e abscessos periamigdalianos.

A cirurgia de remoção das amígdalas também pode ser considerada em pacientes com amigdalite crônica caseosa. É comum que pessoas com amigdalite crônica caseosa se queixem de saída de uma massinha branca e com cheiro ruim de suas gargantas. Isso acontece quando há acúmulo de restos alimentares e de células mortas no interior das criptas (pequenos buraquinhos) amigdalianas, gerando desconforto local e mau hálito.

A amigdalectomia também pode ser considerada em pacientes que roncam e que apresentem apneia obstrutiva do sono. Nesses casos, a retirada das amígdalas é um passo do tratamento, que frequentemente requer a realização de outros procedimentos cirúrgicos, como a faringoplastia expansora, por exemplo.

Gostaria de saber mais sobre cirurgia para o ronco? Confira esse artigo escrito pela dra Mariane Yui.

Como é a cirurgia de retirada das amígdalas?

A amigdalectomia é realizada em ambiente hospitalar com o paciente anestesiado. A cirurgia é realizada através da boca, sem a necessidade de cortes externos no pescoço. O médico fará uma pequena incisão dentro da garganta, a qual será utilizada para descolar e remover completamente a amígdala. Após a retirada da amígdala, o médico realizará cauterização dos pontinhos de sangramento e pode ou não realizar alguns pontos na mucosa. Esses pontos caem sozinhos e não precisam ser retirados no consultório médico.

Após a cirurgia, o paciente permanece em observação durante um período de 6 a 12 horas e se tudo ocorrer bem, receberá alta para sua casa.

Cuidados pós-operatórios da amigdalectomia

A cirurgia para retirada das amígdalas deixa a região da garganta bastante sensível, por isso é comum o paciente apresentar dor para engolir e dificuldade de se alimentar nos primeiros dias. Também é muito comum apresentar dor de ouvidos. Isso acontece por causa inervação da região e não deve ser confundida com otite.

O paciente deve seguir as seguintes recomendações:

  • Evitar esforço físico e atividades físicas durante 4 semanas. Isso é muito importante para prevenir sangramento e piora da dor.
  • Na primeira semana após a cirurgia, comer alimentos líquidos ou pastosos e de preferência, frios ou em temperatura ambiente. Sorvete, açaí e gelatina são boas opções para estimular o apetite, principalmente das crianças. É recomendado evitar alimentos duros e que precisem de muita mastigação, como granola e carnes. Após esse período, a progressão da dieta vai depender da recomendação do médico e da recuperação do paciente.
  • A desidratação pode piorar a dor e o mal estar, por isso, recomenda-se que o paciente beba bastante água e outros líquidos, de forma a se manter bem hidratado.
  • O paciente deve realizar sua higiene bucal de forma habitual, apenas tomando cuidado na hora de escovar a parte posterior da língua. O médico pode recomendar o uso de enxaguantes bucais sem álcool para gargarejos, a partir da segunda semana de pós-operatório.

A dor costuma ser amenizada com o uso de medicamentos e geralmente, dura em torno de 14 dias. Porém, a recuperação depende de fatores individuais e algumas pessoas podem apresentar dor mais intensa e recuperação mais lenta. Por isso, é importante contar com um médico de confiança e que esteja disponível para apoiar o paciente durante seu processo de recuperação.

Caso tenha alguma dúvida em relação à amigdalectomia, entre em contato com a nossa clínica e agende uma consulta com a Dra Mariane.

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