Apneia Obstrutiva do Sono

Updated: May 2

A apneia obstrutiva do sono é um dos transtornos do sono mais prevalentes entre os adultos




A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma doença crônica e evolutiva que pode acometer adultos e crianças. Caracteriza-se por obstrução completa ou parcial das vias aéreas durante o sono, o que leva a interrupção do fluxo aéreo, redução da oxigenação do sangue e à fragmentação do sono. A SAOS pode levar a graves repercussões hemodinâmicas, comportamentais e neurológicas. As mais evidentes são a redução da qualidade do sono, sensação de sono não restaurador, sonolência diurna excessiva, déficits de atenção, dificuldade de concentração e de aprendizado, disfunção sexual e cefaleia matinal. Existem outras consequências menos conhecidas pela população, mas extremamente perigosas: o paciente com apneia está sob risco aumentado de infarto do miocárdio (IAM), derrame (acidente vascular encefálico - AVE), obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e morte súbita.


O ronco é o som gerado pela vibração das estruturas das vias aéreas e acontece quando há algum grau de obstrução à passagem do ar. É o sinal mais óbvio de que o paciente pode ser portador de AOS e também a principal queixa dos familiares.


"Todo paciente que ronca merece a avaliação de um médico otorrinolaringologista"

A polissonografia é o exame mais indicado para o diagnóstico dos distúrbios respiratórios do sono. Fornece informações sobre o padrão respiratório, sobre as fase de sono e sobre movimentos corporais anormais que podem ocorrer durante o sono. O diagnóstico de SAOS é confirmado quando o número de eventos respiratórios é igual ou superior a 15 por hora, ou quando o paciente é portador de doenças crônicas (hipertensão arterial sistêmica ou depressão, por exemplo) e apresenta índice maior ou igual a 5 por hora. Em crianças, a presença de 1 episódio de obstrução das vias aéreas por hora já é o suficiente para confirmar o diagnóstico. A gravidade da doença varia de leve a grave.

A obesidade é um importante fator de risco para o desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono tanto em adultos, quanto em crianças, mas diversos outros fatores podem contribuir. Em crianças, a hipertrofia de amígdalas e de adenoide é a causa mais frequente. Alterações do desenvolvimento craniofacial, aumento do volume da língua, predisposição genética e doenças musculares também se relacionam com a AOS.

O paciente com AOS deve evitar consumo de substâncias que provoquem relaxamento muscular, como o álcool e medicamentos para dormir. A perda de peso ajudar a reduzir a gravidade da doença e aumenta a chance de sucesso das demais medidas terapêuticas.

Em adultos, o uso de CPAP está indicado para os pacientes com AOS moderada e grave e em alguns casos selecionados de pacientes com AOS leve. Outras opções de tratamento clínico são o uso de aparelho intra-oral, o tratamento ortodôntico, a terapia posicional e a terapia miofuncional. Quando o tratamento clínico não funciona, a cirurgia para a apneia deve ser considerada. Existem diversas técnicas cirúrgicas e a escolha dependerá de uma avaliação individualizada. Neste caso, a sonoendoscopia é essencial para a definição da melhor técnica a ser empregada.


Em crianças, o tratamento de escolha costuma ser a cirurgia para remoção das amígdalas e da adenoide. Terapia miofuncional e tratamentos ortopédicos dos ossos da face e tratamentos ortodôntico também podem ser considerados.



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